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Consórcio apresenta projeto de construção de navios para a Marinha

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Presidente da FIEB, Ricado Alban, destacou a oferta de novos postos de trabalhoPresidente da FIEB, Ricado Alban, destacou a oferta de novos postos de trabalho

O Consórcio Villegagnon, um dos quatro finalistas da etapa final da licitação da Marinha do Brasil para a construção de quatro corvetas classe Tamandaré, apresentou seu projeto, nesta terça-feira (12/fev), no SENAI CIMATEC, para possíveis fornecedores do setor naval da Bahia. Caso vença a concorrência, cujo resultado está previsto para ser divulgado no dia 22, a empreitada botaria em operação, por pelo menos seis anos, o Estaleiro Enseada, em Maragogipe.

O projeto tem como principais diferenciais a utilização do Enseada Paraguaçu, o único de quinta geração no país, mão de obra treinada, capacitada e disponível na Bahia para toda a empreitada, além do modelo de corveta proposto, o Gowind, único navio militar que já está em uso, pelas marinhas do Egito e da Malásia. Caso vença a disputa, o projeto terá construção total no Brasil e utilizará maior quantidade de conteúdo local. O Consócio é formado pelo Naval Group, Enseada Indústria Naval e Mecron.

De acordo com o presidente da Enseada Indústria Naval, Maurício Almeida, existem oportunidades para todos os tipos de fornecedores neste projeto. “Desde fornecedores para a plataforma, até os altamente especializados na parte de sistemas de combate e serviços nas mais diversas áreas”, disse. Almeida citou a redução do ISS (para 2%) na região, promovida pela prefeitura de Maragogipe, como parte de uma “agenda de incentivos à competitividade” e sugeriu que o estado tome medidas fiscais também no sentido de incentivar a realização de outros projetos pelo Estaleiro.

A materialização do projeto representaria a oferta de dois mil postos de trabalho diretos. “Além de gerar empregos diretos e milhares de indiretos, o Estaleiro seria um novo polo de desenvolvimento para o estado, tão importante para a diversificação da indústria baiana”, afirmou Ricardo Alban, presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, que organizou o evento.

Alban também pontuou que o SENAI CIMATEC tem competência para apoiar a construção dos navios. Para o gerente de Novos Negócios da unidade mais avançada do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial na Bahia, Miguel Andrade, a experiência com o desenvolvimento do FlatFish (robô submarino autônomo) capacitou o centro tecnológico a chegar nesta fronteira do conhecimento. “O Brasil caminha para ser o quatro maior exportador mundial de petróleo nos próximos dez anos e deve estar preparado para que este fluxo naval de grande importância seja realizado com segurança para chegar ao seu destino”, disse.

O evento contou com as presenças do vice-governador do estado, João Leão; do Cônsul da França na Bahia, Mamadou Gaye; dirigentes da FIEB e do SENAI CIMATEC; do diretor-presidente da Naval Group, Eric Berthelot; do presidente do Estaleiro Enseada, Maurício Almeida; do diretor de Desenvolvimento de Negócios do Enseada, Ruffo Chiconelli; e o diretor de Contratos da Mectron, Flávio Fonseca.

* Com informações da FIEB

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