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SENAI CIMATEC coordenará Centro de Pesquisas Aplicadas em Inteligência Artificial em parceria com a rede ISI

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Ao todo, seis Centros de Pesquisa em IA realizarão pesquisas nas áreas de saúde, agricultura, indústria e cidades inteligentes. 

O SENAI CIMATEC agora é a sede de um dos Centros de Pesquisa Aplicada (CPA) em Inteligência Artificial (IA) com foco na Indústria do Brasil, como parte de uma inciativa em rede dos Institutos SENAI de Inovação (ISI). Sua proposta para se tornar um CPA-IA foi escolhida em chamada pública realizada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Comitê Gestor da Internet no Brasil CGI.BR e teve o apoio institucional do Instituto Brasileiro de petróleo e Gás (IBP), do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (COFIC) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

Ao todo, foram selecionados seis novos Centros que se dedicarão ao desenvolvimento de pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação, aplicadas e orientadas à resolução de problemas que possam ser resolvidos por meio de inteligência artificial. O foco dos CPAs é buscar soluções inovadoras nas áreas de saúde, agricultura, indústria e cidades inteligentes. 

Cada centro receberá R$ 1 milhão de investimento por ano da FAPESP, MCTI e CGI.BR, por um período de até 10 anos. Empresas parceiras também disponibilizarão o mesmo valor, o que totaliza R$ 20 milhões por Centro. Além desse capital, O CPA-IA do SENAI CIMATEC contará com a parceria da HP Inc., Intel Corporation, Macnica DHW e Atos Bull, empresas mundialmente reconhecidas pelo desenvolvimento científico e tecnológico. 

 

Processo de submissão e aprovação das propostas 

A chamada recebeu 19 propostas até julho de 2020, e o processo de avaliação ocorreu entre outubro do mesmo ano e março de 2021. Segundo Luiz Eugênio Mello, diretor científico da FAPESP, a análise envolveu mais de 80 pareceres de assessores nacionais, internacionais e das coordenações da FAPESP. “Ao final, o comitê gestor recomendou a aprovação de seis propostas – ante as quatro previstas –, considerando a qualidade excepcional dos projetos”, afirmou, ao anunciar os resultados em cerimônia virtual. 

A divulgação dos seis centros aprovados foi realizada em evento on-line organizado pelo MCTI. “Temos sonhado com a inteligência artificial no país e não podemos perder o trem da história. Confio na ciência e nos nossos pesquisadores para criar novas soluções”, disse o ministro Marcos Pontes. 

O presidente da FAPESP, Marco Antonio Zago, ressaltou a importância dos CPAs-IA e lembrou que “o que faz o mundo se mover é a ciência, a pesquisa e a inovação. Não é a economia, como alguns acreditam, desavisadamente”. Segundo Zago, a pesquisa em colaboração nas áreas de agricultura, saúde, inteligência artificial, indústria 4.0 e robótica poderão contribuir para a recuperação do país no pós-pandemia. 

 

CPAs em Inteligência Artificial selecionados e áreas de estudo 

O Centro de Excelência em Pesquisa Aplicada em Inteligência Artificial para a Indústria, no SENAI CIMATEC, na Bahia, será responsável pela implementação de uma plataforma digital aberta de ciência de dados e inteligência artificial para a indústria 4.0. O pesquisador Antônio José da Silva Neto será encarregado de liderar a equipe nas pesquisas. 

Também fazem parte do CPA-IA, do SENAI CIMATEC, Instituto SENAI de Inovação (ISI) em Metalmecânica (RS), ISI em Sistemas Embarcados (SC), ISI de Sistemas de Manufatura e Processamento a Laser (SC), ISI em Sistemas Virtuais de Produção (RJ), Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC-USP), Instituto Politécnico da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IPRJ/UERJ), Instituto Federal da Bahia (IFBA), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA-SP).  

Com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC-USP), em São Carlos, o CPA Inteligência Artificial Recriando Ambientes (IARA) vai operar em rede com pesquisadores de todas as regiões do país. Os estudos são voltados para cinco aspectos de cidades inteligentes: cibersegurança, educação, infraestrutura, meio ambiente e saúde, e terão como pesquisador principal André Ponce de Leon Carvalho. 

O Centro de Inovação em Inteligência Artificial para a Saúde (CIIA-Saúde), com sede no Instituto de Ciências Exatas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), será constituído por 130 pesquisadores que, juntamente com o pesquisador responsável Virgílio de Almeida, irão investigar sobre prevenção e qualidade de vida, diagnóstico, prognóstico e rastreamento. Além disso, as pesquisas também serão direcionadas para a medicina terapêutica, gestão de saúde, epidemias e desastres. 

O Brazilian Institute of Data Science (BIOS), com sede na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade Estadual de Campinas (FEEC-Unicamp), terá seu foco voltado para as áreas de diagnósticos médicos voltados à saúde da mulher. Com o pesquisador João Romano a frente das investigações, o CPA também realizará estudos sobre a agricultura de precisão, otimização do uso de recursos agrícolas, entre outras. 

Coordenado pelo pesquisador principal Jefferson de Oliveira Gomes, o Centro de Pesquisa Aplicada em Inteligência Artificial para a Evolução das Indústrias para o Padrão 4.0, no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo, irá concentrar seus estudos em monitoramento e controle em tempo real, digital twin, interoperabilidade e integração da cadeia, sistemas autônomos, robótica e máquinas-ferramentas, entre outros. 

Sediado na Universidade Federal do Ceará (UFC), o Centro de Referência em Inteligência Artificial (Cereia), irá desenvolver projetos por meio de aplicação de internet das coisas (IoT), big data e transformação digital. As pesquisas, coordenadas por José Andrade Júnior, estarão voltadas para as áreas de prevenção, diagnóstico e terapêutica de baixo custo. O Centro também contará com a parceria de três Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs): PUC-Rio, Universidade Federal do Piauí e Universidade de Fortaleza. 

 

 A rede dos Institutos SENAI de Inovação (ISI) 

A rede dos Institutos SENAI de Inovação foi criada para ser uma ponte entre o meio acadêmico e as necessidades do empresariado nacional. Com atuação focada em pesquisa aplicada, são dedicados ao emprego do conhecimento de forma prática, no desenvolvimento de novos produtos e soluções customizadas para as empresas ou de ideias que geram oportunidades de negócios.
Os institutos trabalham em conjunto, formando uma rede multidisciplinar e complementar com atendimento em todo o território nacional. 

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